Eu gosto de seriados. Minto, viciei nesses trinta minutos há tanto tempo que fico com eufemismos pra tentar esconder a dependência, mas a coisa está foda. Essas situações dramaticamente planejadas me deixam hipnotizado - mais menos que a Nicole Scherzinger;
caras, essa mulher me faz salivar forte - de um jeito inexplicável. House, por exemplo - ah, o sarcasmo; ah, as tiradas; ah, Cuddy e Cameron. Boston Legal é outra coisa genial que, apesar da sacanagem da Fox em dublar a série, ainda me prende na tevê.
Heroes, Two and a Half Man, 9mm, Chuck, Breaking Bad, Friday Night Lights, Dexter, Prison Break… preciso viver da mágica dos juros compostos pra perder dias com dvd’s. Confesso que, por um bom tempo, assisti coisas como The O.C, One Tree Hill, Grey’s Anatomy e tchananãs - ademais, admito: queria pegar essa garota da minha sala e o assunto mais próximo entre nós pareciam ser as séries. Tentei, não deu.
Essas atmosferas que deixam minha rotina mais leve… aliás, depois de Payback, Sin City, Max Payne, daqueles filmes da BMW e de Shoot’em Up, passei a gostar dos papéis do Clive Owen. Não que as atuações fossem como um Al Pacino em Scent of a Woman, mas ele faz o tipo anti-herói fuck-off-of-my-face que eu sempre quis ter um pouco na vida real. Acordar, pegar um pedaço de bacon da panela suja de óleo, tomar um gole de uísque e ligar o carro pra ir à faculdade - claro, ele não iria à faculdade, iria matar uns caras e pegar mulher, mas enfim, as divagações são minhas. Não fazer a barba, fumar num prazer louco, tudo sem culpa ou receio de ter um ataque cardíaco só de subir as escadas. Mas que nada, eu como saladinha e tomo suco no almoço.
Personagens meio excêntricos são ares novos no meu cotidiano.